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Tudo o que você precisa saber sobre a digestão dos cães

Cachorro-lambendo-Petlove

É verdade que o cachorro não mastiga o alimento? A ração úmida demora menos para fazer digestão do que a ração seca? Cães de grande porte demoram mais para processar os alimentos?

Se você está curioso para saber estas e outras respostas, venha com a gente saber mais sobre o sistema digestivo dos cachorros. Entre semelhanças e muitas diferenças com o nosso organismo, esta é uma ótima oportunidade de você ficar por dentro (neste caso, quase que literalmente 😂) das peculiaridades do seu pet!

Cachorro-lambendo-Petlove

Saúde bucal

Esta merece um capítulo à parte, afinal, você já deve ter aprendido que o processo digestivo começa a partir do momento que o alimento é levado à boca e que uma boa mastigação, que deixa a refeição em pedaços bem pequeninos, é fundamental para facilitar todo o trabalho que o organismo terá pela frente. 

Porém, não dá pra esperar isso dos cachorros, já que a própria arcada dentária deles foi desenvolvida para rasgar os alimentos e não triturá-los. E é justamente por conta desta particularidade que as empresas se preocupam em produzir rações com grãos que tenham o formato e a consistência capazes de facilitar o processo digestivo. Cachorros, em maioria, não mastigam e, além disso, eles não possuem na boca enzimas que auxiliam na quebra dos alimentos (como nós).

A nós, cabe o dever de sempre cuidarmos da saúde bucal do cachorro, escovando seus dentes periodicamente e mantendo o acompanhamento médico para que a digestão do pet comece da melhor maneira possível, especialmente porque quando perdem os dentes ou sentem dor na região, eles podem ter dificuldade em pegar o alimento.

Estômago preparado

Depois de passar “correndo” pela boca do cachorro, o alimento desce pelo esôfago e segue a caminho do estômago. Lá começa a preparação interna para que o organismo consiga absorver da melhor maneira os nutrientes recebidos e transformá-los em energia para o corpo

O sistema digestivo do seu cão conta com nomes bem familiares – ex.: estômago, intestino delgado e intestino grosso -, porém, a quantidade de enzimas, fluídos e ácidos que o pet tem é bem diferente da sua. No organismo do cachorro, por exemplo, este trio consegue dar conta mais facilmente de carnes cruas e até de ossos. Mas não é por isso que você vai oferecê-los a ele, ok? Leia aqui sobre os perigos de um cachorro comer ossos.

Pois bem, essa reação química que acontece no organismo do pet ajuda na criação do “bolo alimentar”, que se aproveita também da água disponível para facilitar (e muito) todo o restante do processo digestivo – eis um dos motivos para a água ser essencial no processo digestivo.

À medida que esse “bolo alimentar” avança para o intestino delgado, o organismo se encarrega de fazer uma seleção dos nutrientes, ou seja, todas as vitaminas, proteínas, gorduras etc., que serão aproveitadas pelo peludinho são separadas e o restante segue o seu fluxo natural.

Quanto tempo a comida permanece no estômago?

De maneira geral, a comida fica sendo processada no estômago do cachorro pelo período de 12h, mas isso vai depender de diversos fatores, como estado de saúde do cão e também da alimentação que ele teve acesso. 

Refeições à base de carne, grãos e vegetais de boa qualidade é que levam metade de um dia para completarem a “saga digestiva”, enquanto demais opções ou estes mesmos ingredientes só que com baixa qualidade podem levar mais tempo até serem eliminados completamente.

É verdade que os cachorros de porte maior levam mais tempo para digerir a refeição em relação aos menores, assim como é fato que o organismo dos pets completa mais rápido a digestão das rações úmidas (latas ou sachês) em comparação com a ração tradicional. Na média, a ração que contém mais líquido leva metade do tempo da ração seca para completar a sua “viagem”.

Importante lembrar que apesar dos cachorros serem carnívoros em transição, ou seja, são quase onívoros e têm menos restrição do que os animais carnívoros estritos e herbívoros, há de se ter bastante atenção com a alimentação dos bichinhos para evitar riscos. 

Por exemplo, o nosso organismo conta com enzimas capazes de digerir mais facilmente o leite de vaca, frutas, vegetais e alimentos açucarados e gordurosos. No caso dos cães a história é bem diferente e qualquer alimento inserido na dieta do peludinho deve contar com o aval de um médico veterinário, pois dependendo do que for oferecido ao cachorro, mesmo em pequenas porções, pode causar complicações sérias de saúde.

Quer garantir que o seu cachorro tenha a melhor digestão possível? Então ofereça uma alimentação de boa qualidade e somente aquilo que foi indicado pelo médico veterinário ou zootecnista, incentive diariamente o pet a beber água, mantenha uma rotina de exercícios físicos e mentais e, claro, não abra mão dos check-ups periódicos.

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